segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

SETE COISAS QUE DEVEMOS EVITAR ABORRECER EF.5.29

Introdução: O apóstolo Paulo afirma: “Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz à igreja” Ef .5.29. Esse texto revela um princípio espiritual profundo: aquilo que amamos, cuidamos; aquilo que desprezamos ou “aborrecemos”, acabamos ferindo. O pecado, a dureza do coração e a falta de temor a Deus nos levam a aborrecer coisas que deveriam ser preservadas. À luz da Palavra, veremos sete coisas que devemos evitar aborrecer, para vivermos uma fé saudável, relacional e agradável a Deus.

1. EVITEMOS ABORRECER NOSSO IRMÃO LV.19.17, IJO.2.9,11

a)    A Palavra é clara: guardar ódio, ressentimento ou indiferença contra o irmão é pecado.

b)    Quem diz amar a Deus, mas aborrece o irmão, anda em trevas.

c)     Aborrecer o irmão destrói a comunhão, endurece o coração e enfraquece o testemunho cristão.

d)    Deus nos chama ao amor prático, ao perdão e à correção feita em verdade e graça.

2. EVITEMOS ABORRECER O HOMEM JUSTO SL.34.21

a)    O salmista afirma que a maldade persegue o justo. Muitas vezes, o justo incomoda porque sua vida denuncia o erro.

b)    Aborrecer o justo é rejeitar a retidão, a correção e o exemplo de vida piedosa.

c)      Quem teme a Deus aprende a honrar aqueles que andam em justiça, em vez de persegui-los.

3. EVITEMOS SOBRETUDO ABORRECER O SENHOR SL.81.15

a)    Nada é mais grave do que entristecer o próprio Deus.

b)    O Senhor se agrada da obediência, da fidelidade e de um coração quebrantado.

c)     Quando insistimos no pecado, na rebeldia e na autossuficiência, aborrecemos ao Senhor.

d)    A vida cristã deve ser vivida com temor, amor e submissão à vontade divina.

4. EVITEMOS ABORRECER O CONHECIMENTO PV.1.22

a)    Provérbios denuncia aqueles que odeiam o conhecimento e desprezam a instrução.

b)    Aborrecer o conhecimento é rejeitar a sabedoria de Deus, fechar os ouvidos à correção e permanecer na ignorância espiritual.

c)      O crente maduro ama aprender, crescer e ser transformado pela verdade da Palavra.

5. EVITEMOS ABORRECER O BEM AM.5.15

a)    O profeta Amós exorta: “Aborrecei o mal e amai o bem”.

b)    Quando o coração se acostuma com o pecado, o bem passa a incomodar.

c)     O cristão é chamado a amar aquilo que Deus ama: justiça, misericórdia, verdade e retidão.

d)    Aborrecer o bem é sinal de um coração distante do Senhor.

6. EVITEMOS ABORRECER O NOSSO CÔNJUGE EF.5.28,29

a)    Paulo ensina que quem ama o cônjuge ama a si mesmo.

b)    O casamento é uma união espiritual e emocional profunda.

c)     Aborrecer o cônjuge com palavras duras, desprezo ou negligência é ferir a si próprio.

d)    O amor conjugal deve refletir o amor de Cristo: sacrificial, cuidadoso e constante.

7. EVITEMOS ABORRECER O PRÓPRIO CORPO EF.5.29

a)    O corpo é criação de Deus e templo do Espírito Santo.

b)    Aborrecê-lo é descuidar da vida, da saúde espiritual, emocional e física.

c)     Assim como Cristo cuida da Igreja, somos chamados a cuidar de nós mesmos com equilíbrio, santidade e responsabilidade, reconhecendo que pertencemos ao Senhor.

Conclusão: Efésios 5.29 nos ensina que o amor verdadeiro se expressa em cuidado. Quando deixamos de aborrecer aquilo que Deus valoriza — o irmão, o justo, o bem, o conhecimento, a família, o corpo e, acima de tudo, o próprio Senhor — passamos a viver uma fé madura, saudável e frutífera. Que o Espírito Santo examine nossos corações e nos conduza a uma vida que agrada a Deus em todas as áreas.

 

 

OS SETE SEGREDOS DA RECONCILIAÇÃO IICO.5.18

Introdução: Vivemos em um mundo marcado por conflitos, divisões e afastamentos. Desde o Éden, o pecado rompeu relacionamentos: do homem com Deus, do homem consigo mesmo e do homem com o próximo. A boa notícia do evangelho é que Deus é especialista em reconciliação. Em Cristo, Ele nos reconcilia e nos chama para viver e praticar essa reconciliação. A Bíblia nos revela princípios espirituais — verdadeiros segredos — para uma reconciliação genuína e duradoura.

1. A RECONCILIAÇÃO DEVE SEMPRE SER FEITA ENTRE IRMÃOS GN.33.1-15

a)    O reencontro de Jacó e Esaú mostra que a reconciliação é possível mesmo após anos de dor e conflito.

b)    Jacó humilha-se, Esaú perdoa, e Deus restaura a relação.

c)     Deus se agrada quando buscamos a paz dentro da família, da igreja e do corpo de Cristo.

d)    Sl.133.1 – “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”

2. A RECONCILIAÇÃO DEVE OCORRER ANTES DA ORAÇÃO MT.5.23,24

a)    Jesus ensina que não adianta tentar se aproximar de Deus ignorando conflitos com o próximo.

b)    A comunhão com Deus é prejudicada quando há falta de perdão. Reconciliação precede adoração.

3. DEUS TORNOU A RECONCILIAÇÃO POSSÍVEL PELA MORTE DE JESUS CRISTO RM.5.10

a)    Estávamos inimigos de Deus, mas a morte de Cristo removeu a barreira do pecado

b)    A reconciliação não é obra humana; é iniciativa divina, baseada no sacrifício de Jesus.

4. A RECONCILIAÇÃO NOS É CONCEDIDA ATRAVÉS DE CRISTO IICO.5.18

a)    Deus não apenas nos reconciliou, mas nos confiou o ministério da reconciliação.

b)    Quem foi reconciliado por Cristo recebe a responsabilidade de promover reconciliação entre pessoas.

5. DEUS REALIZOU A RECONCILIAÇÃO ENTRE JUDEUS E GENTIOS EF.2.13-18

a)    Cristo derrubou o muro da separação, criando um só povo.

b)    Em Cristo não há barreiras raciais, culturais ou sociais.

c)      A cruz une o que o mundo separa Gl.3.28.

6. A RECONCILIAÇÃO É ALCANÇADA MEDIANTE A CRUZ DE CRISTO CL.1.20

a)    A cruz é o ponto central da reconciliação, tanto no céu quanto na terra.

b)    Onde a cruz é exaltada, a paz é estabelecida. Não há reconciliação verdadeira sem renúncia e sacrifício.

7. É IMPOSSÍVEL A RECONCILIAÇÃO SEM A MEDIAÇÃO DE CRISTO ITM.2.5

a)    Só existe um mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo.

b)    Nenhuma religião, boas obras ou esforços humanos podem reconciliar o homem com Deus — somente Cristo.

Conclusão: A reconciliação é o coração do evangelho. Fomos reconciliados com Deus para viver reconciliados com o próximo. A pergunta final é: temos vivido como ministros da reconciliação? Rm.12.18 “Se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.”

Que o Espírito Santo nos capacite a viver, ensinar e praticar esses sete segredos da reconciliação, para a glória de Deus.

 

VIDA NOVA EM CRISTO EF.4.17 – 5.20

Introdução: Na carta aos Efésios, o apóstolo Paulo apresenta de forma clara o contraste entre a antiga vida sem Cristo e a nova vida concedida pela graça de Deus. Ele exorta os crentes a viverem de maneira coerente com a nova identidade recebida em Cristo. Essa passagem nos mostra que a salvação não é apenas uma mudança de destino eterno, mas uma transformação radical de vida, evidenciada no caráter, nas atitudes e no modo de viver.

“Isto, portanto, digo e no Senhor testifico, que não mais andeis como também andam os gentios…” Ef.4.17

1. ABANDONAR A VELHA NATUREZA

“Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano” Ef.4.22

a)    Paulo descreve o “velho homem” como uma vida dominada pelo engano, pela dureza do coração e pela alienação de Deus Ef.4.18,19.

                            i.          Entendimento obscuro v.18

                           ii.          Separados da vida de Deus, pela ignorância e pela dureza de coração v.18

                         iii.          Sem sentimentos v.19

                         iv.          Entregues a dissolução v.19

                           v.          Com avidez cometem tida impureza

b)    Abandonar a velha natureza implica arrependimento sincero e ruptura com práticas que desagradam a Deus.

                           i.          Abandonar a mentira e viver na verdade Ef.4.25.

                         ii.          Rejeitar a ira pecaminosa e o ressentimento Ef.4.26,27,31

                       iii.          Largar práticas corruptas e palavras torpes Ef.4.29

                       iv.          Rm.6.6 O velho homem foi crucificado com Cristo

                         v.          Cl.3.8,9 Despojar-se das práticas antigas

                       vi.           A vida cristã começa com uma decisão diária de dizer “não” ao pecado.

2. REVESTIR-SE DA NOVA NATUREZA

“E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” Ef.4.24

a)    A nova vida em Cristo não é apenas deixar o pecado, mas assumir uma nova identidade. O novo homem é criado por Deus e moldado à imagem de Cristo.

b)    Uma mente renovada pela Palavra Ef.4.23; Rm.12.2

c)     Uma vida marcada pela justiça, santidade e amor Ef.4.32; 5.2

d)    Um coração sensível à direção do Espírito Santo Gl.5.16,22,23

                           i.          Nova criatura em Cristo IICo.5.17

                         ii.          Renovado segundo a imagem do Criador Cl.3.10

                       iii.          Revestir-se do novo homem é permitir que Cristo viva em nós.

3. VIVER COMO FILHOS DA LUZ

“Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” Ef.5.8

a)    A nova vida em Cristo se manifesta publicamente. Quem foi iluminado por Cristo não pode mais viver nas trevas.

                           i.          Produzem fruto em bondade, justiça e verdade Ef.5.9

                         ii.          Reprovam as obras das trevas Ef.5.11

                       iii.          Vivem com sabedoria, aproveitando bem o tempo Ef.5.15,16

                       iv.          São cheios do Espírito e vivem em louvor e gratidão Ef.5.18–20

                         v.          Mt.5.14–16 Luz do mundo

                       vi.          ITs.5.5 Filhos da luz e do dia

                      vii.          A luz de Cristo em nós deve impactar o mundo ao nosso redor.

Conclusão: A vida nova em Cristo não é uma simples reforma moral, mas o resultado da obra regeneradora do Espírito Santo. Essa transformação se evidencia em santidade, amor, verdade e obediência. O chamado de Paulo é claro: quem está em Cristo deve viver como nova criatura, refletindo a glória de Deus em todas as áreas da vida.

“Assim já não sou eu quem vive, mas cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim” Gl.2.20. NTLH.

 


domingo, 21 de dezembro de 2025

CRESCENDO NA FÉ EF.4.13,14

Introdução: Deus não nos chamou apenas para nascer espiritualmente, mas para crescer, amadurecer e frutificar, alimentando-se de sua palavra será como:  Sl.1.3

1.    Uma arvore plantada junto a ribeiros de água;

2.    Dá fruto no tempo certo;

3.    E as folhas não caem

4.    E tudo quanto faz prosperará

Assim como na vida natural, o crescimento espiritual é um processo intencional, contínuo e necessário.

1.   O CRESCIMENTO COMEÇA COM O NOVO NASCIMENTO PELA PALAVRA   IPE.2.2

a)    “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e permanente.” IPe.1.23

b)    A Palavra é a “semente” espiritual. Quando ela entra no coração e é aceita com fé, Deus gera uma nova vida. Não é um ritual humano, mas uma obra espiritual produzida por Deus através da Sua Palavra.

c)     O novo nascimento é o ponto de partida da fé cristã. A Palavra de Deus é o instrumento que gera vida espiritual e sustenta o início da caminhada. Ninguém cresce espiritualmente sem antes nascer de novo pela Palavra e pela fé em Cristo.

2.   CRIANÇAS ESPIRITUAIS ALIMENTAM-SE DE LEITE IPE.2.2 HB.5.13

a)    Leite racional, não falsificado,

b)    O “leite espiritual” representa os ensinamentos básicos da fé. É essencial para os novos convertidos, pois fornece fundamento, segurança e crescimento inicial.

c)     Esse estágio é natural, mas não deve ser permanente.

d)    Quem está no leite não esta experimentado na palavra Hb.5.13

3. OS ADULTOS ESPIRITUAIS RECEBEM ALIMENTO SÓLIDO HB.5.14

a)    “Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício, têm as suas faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.”

b)    O alimento sólido representa doutrinas mais profundas e uma vida de discernimento espiritual.

c)     O cristão maduro aprende a aplicar a Palavra no dia a dia, desenvolvendo sensibilidade espiritual e firmeza na fé.

4. MUITOS PERMANECEM COMO ETERNAS CRIANÇAS HB,5.12-14

a)    Pessoas adultas permanecem com a mente de crianças

b)    Nunca aprende os princípios cristãos

c)     O problema não é ser criança espiritual por um tempo, mas permanecer assim por negligência.

d)    A imaturidade gera instabilidade, falta de discernimento e dependência excessiva de outros, quando já deveria haver crescimento e responsabilidade espiritual.

Ilustração: Assim como uma semente precisa ser plantada em boa terra para gerar vida, a Palavra de Deus precisa ser recebida em um coração aberto. Quando isso acontece, Deus faz nascer uma nova vida espiritual, que começa pequena, mas foi criada para crescer.

5. DEVEMOS CRESCER ATÉ A MATURIDADE ESPIRITUAL EF.4.13,14

a)    A maturidade se desenvolve no corpo de Cristo, não de forma isolada. Crescer na fé envolve comunhão, submissão e relacionamento saudável com a igreja.

b)    Participar ativamente da vida da igreja, aprendendo a caminhar em unidade, mesmo com diferenças.

c)     A maturidade protege contra enganos e falsas doutrinas. O cristão maduro sabe comparar tudo com a Palavra.

d)    Não aceitar todo ensino sem examinar as Escrituras At.17.11.

e)    Deus deseja que cheguemos à “estatura da plenitude de Cristo”. A maturidade espiritual nos livra de sermos levados por enganos, falsas doutrinas e instabilidade emocional e espiritual.

6. O SENHOR ZELA PELO NOSSO CRESCIMENTO EF.4.11-13

a)    Ele estabelece ministérios na igreja Ef.4.11

b)    Ele estabelece disciplina

                           i.          A correção divina não é rejeição, mas cuidado. Deus disciplina para ajustar nosso caráter e produzir frutos de justiça, conduzindo-nos à maturidade espiritual.

                         ii.          Deus concedeu ministérios (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) para aperfeiçoar os santos.

                       iii.          Isso mostra que o crescimento espiritual não é acidental, mas fruto do cuidado e da organização divina na Igreja.

7. A PALAVRA É O MAIOR MEIO PARA O CRESCIMENTO AT.20.32

A palavra nos foi dada para:

a)    Operar o novo nascimento IPe.1.23

b)    Para produzir fé Rm.10.17

c)     Para advertir ICo10.11

d)    “Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.

e)    A Palavra edifica, fortalece, corrige e conduz à maturidade. Nenhum crescimento espiritual verdadeiro acontece sem um relacionamento constante com as Escrituras.

Ilustração: Assim como uma criança que, mesmo com muitos anos de idade, ainda se alimenta apenas de mamadeira causa preocupação, o mesmo ocorre no âmbito espiritual. Deus espera que seus filhos cresçam, aprendam a andar sozinhos, se alimentem bem e ajudem outros a crescer. A maturidade é sinal de saúde espiritual.

Conclusão: Crescer na fé é um chamado de Deus para todo cristão. O novo nascimento é apenas o começo; o alvo é a maturidade em Cristo, por meio da Palavra, da comunhão e do ensino saudável.