segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

OS SETE FUNDAMENTOS DA UNIDADE DA IGREJA EF.4.1-6

 Introdução: A carta aos Epístola aos Efésios foi escrita pelo apóstolo Paulo de Tarso quando estava preso Ef. 3.1; 4.1. Nos capítulos 1–3 ele trata da doutrina da Igreja; nos capítulos 4–6 ele aplica essa doutrina à prática cristã. Em Efésios 4.1-6 encontramos um dos textos mais profundos sobre a unidade espiritual da Igreja. Essa unidade não é organizacional apenas, mas orgânica e espiritual, fundamentada na Trindade.

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados.” Ef .4.1

O FUNDAMENTO DA UNIDADE EF.4.1-3

Antes de falar dos “sete uns”, Paulo apresenta as virtudes que preservam a unidade:

·       Humildade Fp 2.3

·       Mansidão Mt 11.29

·       Longanimidade Cl 3.12-13

·       Suportando-vos em amor Jo.13.34-35

·       Guardando a unidade do Espírito no vínculo da paz Rm. 12.18 A unidade não é criada por nós; ela é guardada por nós.

Paulo apresenta sete elementos que estruturam a unidade da Igreja.

1.  UM SÓ CORPO EF.4.4

a)   Refere-se à Igreja universal, o Corpo de Cristo.

b)  ICo 12.12-13 – “Todos fomos batizados em um só corpo.”

c)   Cl 1.18 – Cristo é a cabeça do corpo.

d)  A Igreja não é fragmentada espiritualmente; ela é uma só em Cristo Jo.17.21.

2.  UM SÓ ESPÍRITO EF.4.4

a)   É o Espírito Santo que habita na Igreja.

b)  1Co.12.13 – “Por um só Espírito fomos todos batizados.”

c)   Rm.8.9 – Quem não tem o Espírito não pertence a Cristo.

d)  O mesmo Espírito que opera em um crente opera em todos.

3.  UMA SÓ ESPERANÇA EF.4.4

a)   A esperança da nossa vocação é escatológica e gloriosa.

b)  Cl 1.27 – “Cristo em vós, esperança da glória.”

c)   Tt 2.13 – A bem-aventurada esperança.

d)  Todos caminhamos para o mesmo destino eterno Jo.14.1-3.

4.  UM SÓ SENHOR EF.4.5

a)   O Senhor é Jesus Cristo.

b)  At 4.12 – Nenhum outro nome há.

c)   Fp.2.9-11 – Todo joelho se dobrará.

d)  Não existem vários senhores na Igreja; há um só Kyrios.

5.  UMA SÓ FÉ EF.4.5)

a)   Não é fé subjetiva apenas, mas o corpo de doutrina cristã.

b)  Jd.3 – “A fé que uma vez foi dada aos santos.”

c)   Rm.10.17 – A fé vem pelo ouvir a Palavra.

d)  A unidade não é construída sobre opiniões, mas sobre a verdade revelada.

6.  UM SÓ BATISMO EF.4.5

a)   Refere-se ao batismo cristão como sinal de identificação com Cristo.

b)  Mt 28.19 – A ordenança do batismo.

c)   Rm 6.3-4 – Sepultados com Ele pelo batismo.

d)  O batismo é o testemunho público de inserção no Corpo

7.  UM SÓ DEUS E PAI DE TODOS Ef.4.6

a)   Aqui Paulo conclui com a soberania divina:

b)  Deus é sobre todos (soberania)

c)   Age por meio de todos (providência)

d)  Está em todos (presença)

e)   Dt.6.4 – “O Senhor nosso Deus é o único Senhor.”

f)    Ml.2.10 – “Não temos todos nós um mesmo Pai?”

g)   A unidade da Igreja está fundamentada na própria natureza de Deus.

h)  Unidade não é uniformidade — há diversidade de dons Ef.4.11-12.

i)    Divisão enfraquece o testemunho da Igreja ICo 1.10.

j)    A maturidade cristã preserva a unidade Ef.4.13-14

k)  Amor é o vínculo perfeito (Cl 3.14).

Conclusão: A Igreja é una porque:

·       Tem um Corpo

·       É guiada por um Espírito

·       Caminha para uma Esperança

·       Submete-se a um Senhor

·       Defende uma Fé

·       Confessa um Batismo

·       Adora um Deus

·       A unidade não é um projeto humano, mas uma realidade espiritual estabelecida por Deus. Cabe à Igreja preservá-la com maturidade, amor e fidelidade doutrinária.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

TRÊS COISAS QUE O PECADO TIRA DO CRENTE GN.38.16-18

 Introdução: O pecado nunca cobra pouco. Ele sempre exige garantias, penhores, algo precioso. Judá, ao ceder ao desejo, entregou símbolos que revelavam quem ele era, a quem pertencia e como caminhava. Assim também acontece com o crente quando flerta com o pecado.

1. O SELO – O PECADO TIRA A IDENTIDADE DO CRENTE

1.1- O selo era:

a)   Marca de identidade Gn.38.18

b)  Assinatura pessoal Ef.1.13

c)   Autoridade reconhecida IICo.1.22

d)  O crente é selado pelo Espírito Santo.

1.2      Quando o pecado entra:

                 i.        A identidade espiritual é confundida

                ii.        O testemunho é manchado

              iii.        A autoridade moral é enfraquecida

              iv.        Rm.6.16 – A quem obedecemos, a esse pertencemos

                v.        Ap.3.11 – “Ninguém tome a tua coroa.”

1.3- O pecado faz o crente esquecer quem ele é em Deus.

a)   Davi esqueceu as leis de Deus no episódio de Bate-Seba IISm.11

b)  Jonas fugiu de seu chamado Jn.1

2. O CAJADO – O PECADO TIRA A DIREÇÃO E A AUTORIDADE

a)   Gn.38.18 – Autoridade do chefe da família ou do Clã – Liderança Tribal – Poder de Comando

b)  Sl.23.4 – instrumento para consolar, proteger e corrigir

c)   Êx.4.20 – Autoridade dada por Deus a Moises

2.1      O cajado simbolizava:

a)   Governo

b)  Liderança

c)   Direção no caminho

2.2      Na vida do crente o pecado:

a)   Desvia o crente do caminho correto

b)  Quebra sua influência espiritual

c)   Compromete sua liderança (em casa, na igreja, na sociedade)

                           i.        Pv.14.12 – Há caminho que parece direito, mas o fim é morte.

                         ii.        Is.59.2 – O pecado faz separação entre Deus e o homem.

Quem perde o cajado, perde o rumo.

3. O LENÇO (CORDÃO) – O PECADO TIRA A LIGAÇÃO E O TESTEMUNHO

3.1- O cordão/lenço:

  • Mantinha o selo preso
  • Representava vínculo e conexão
  • Era visível a todos

3.2 - O pecado rompe:

  • A comunhão com Deus - Sl.51.12 – “Restitui-me a alegria da tua salvação.
  • A sensibilidade espiritual - Hb.12.1 – O pecado embaraça a corrida cristã
  • O bom testemunho diante dos homens

O pecado desconecta o crente da fonte da vida.

Conclusão:  Judá entregou o selo, o cajado e o lenço — e quase perdeu tudo.
Mas a graça de Deus trouxe arrependimento e restauração Gn. 44.18–34.1Jo.1.7–9 – O sangue de Jesus purifica de todo pecado.

O pecado tira identidade, direção e comunhão.
Mas o arrependimento devolve tudo isso pela graça de Deus.

Nunca entregue como penhor aquilo que Deus te deu como propósito.

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

TRÊS QUALIDADES DE JÓ E UMA ATITUDE JÓ.1.1(parte 1)

Introdução: O livro de Jó nos apresenta não apenas um homem que sofreu, mas um homem aprovado por Deus antes do sofrimento. Antes das perdas, Deus destaca o caráter de Jó. Em tempos em que muitos falam de fé, Jó nos ensina que a verdadeira espiritualidade se manifesta na vida prática.

Neste versículo encontramos três qualidades que descrevem quem Jó era, e uma atitude que revela como ele vivia.

1. SINCERO

“Era este homem sincero…” Jó.1.1.

A palavra “sincero” indica alguém íntegro, sem duplicidade, sem máscaras. Jó não era apenas piedoso em público, mas verdadeiro no íntimo.

a)   Sl.51.6 “Eis que amas a verdade no íntimo…”

b)  Pv.11.3 “A sinceridade dos sinceros os guiará…”

c)   IICo.1.12 “…em simplicidade e sinceridade de Deus…”

d)  Deus não se agrada de uma fé aparente, mas de um coração verdadeiro.

2. RETO

“…e reto…” Jó.1.1

Ser reto é viver conforme um padrão correto, alinhado com a vontade de Deus. Jó tinha uma conduta justa, equilibrada e correta diante dos homens e diante de Deus.

a)   Sl.37.37 “Nota o homem sincero, e considera o reto…”

b)  Pv.21.21 “O que segue a justiça e a bondade…”

c)   Fp2.15 “…irrepreensíveis e sinceros…”

d)  A retidão não é perfeição, mas compromisso constante com a justiça.

3. TEMENTE A DEUS

“…temente a Deus…” Jó.1.1

Temer a Deus não é ter medo, mas reverência, respeito e submissão à Sua vontade. Jó colocava Deus no centro da sua vida.

a)   Pv.1.7 “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.”

b)  Ec.12.13 “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos…”

c)   At.10.2 Cornélio: “piedoso e temente a Deus…”

d)  Onde há temor de Deus, há sabedoria e obediência.

4. DESVIAVA-SE DO MAL (UMA ATITUDE)

“…e desviava-se do mal.” Jó 1.1

Aqui não vemos apenas uma qualidade, mas uma ação contínua. Jó não brincava com o pecado; ele se afastava dele deliberadamente.

a)   Pv.16.6 “…pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal.”

b)  Sl.34.14 “Aparta-te do mal e faze o bem…”

c)   Rm.12.9 “…aborrecei o mal, apegai-vos ao bem.”

d)  Santidade não é apenas amar o bem, mas rejeitar o mal.

Ilustração: Conta-se que um homem atravessava uma ponte estreita todos os dias para ir ao trabalho. Certo dia, alguém lhe disse:
— “Você pode andar mais perto da beira, não tem perigo.”
Ele respondeu:

— “Prefiro andar longe do perigo, não perto dele.”

Assim era Jó. Ele não perguntava: “Até onde posso ir sem pecar?”
Ele vivia perguntando: “Como posso agradar mais a Deus?”

Conclusão: Antes de Jó ser um homem provado, ele já era um homem aprovado. Deus destaca:

  • sua sinceridade,
  • sua retidão,
  • seu temor, e sua atitude diária de rejeitar o mal.
  • Que o Senhor nos conceda não apenas fé para vencer as provas, mas caráter para honrá-Lo antes delas.

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

IDENTIDADE DO CRISTÃO EM CRISTO EF. 2.10

Introdução: Cada crente tem um propósito específico preparado por Deus. Essa mensagem pode libertar muitos de comparações e pressões, guiando-as a caminhar com confiança em seu chamado. A Palavra de Deus continua sendo o maior manual de instrução e encorajamento para todos aqueles que desejam seguir a Cristo com fidelidade e coragem.

  • Muitas pessoas vivem presas à comparação, à culpa ou à pressão de corresponder às expectativas alheias.
  • Em Cristo, nossa identidade não é construída pelo que fazemos, mas pelo que Deus fez.
  • Quando entendemos quem somos em Cristo, caminhamos com segurança no propósito que Ele já preparou.

1. NOSSA IDENTIDADE VEM DE DEUS, NÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS

a)   “Somos feitura dele” — a palavra original indica obra-prima, algo feito com intenção.

b)  Não somos fruto do acaso, mas do plano soberano de Deus.

                   i.        Sl.139.13–16 — Deus nos formou com propósito.

                  ii.        IICo.5.17 — Nova criatura em Cristo.

                iii.        Rm.8.1 — Não há condenação para os que estão em Cristo.

c)   Quando entendemos nossa identidade em Cristo, somos libertos da necessidade de aprovação humana.

2. FOMOS CRIADOS EM CRISTO PARA VIVER UM PROPÓSITO

a)   O propósito precede as obras: primeiro somos feitos em Cristo, depois chamados a agir.

b)  As boas obras não são para salvação, mas consequência dela.

                   i.        Jr.29.11 — Pensamentos de paz e futuro.

                  ii.        Pv.16.3 — Consagrar os planos ao Senhor.

                iii.        Mt.5.16 — Nossas obras glorificam a Deus.

c)   Cada crente possui um chamado único; comparar-se com outros gera frustração e rouba a alegria do propósito.

3. DEUS JÁ PREPAROU O CAMINHO — CABE A NÓS CAMINHAR

a)   “Para que andássemos nelas” indica constância, obediência e dependência.

b)  O propósito é revelado ao longo da caminhada, não apenas no destino.

                   i.        Sl.37.5 — Entregar o caminho ao Senhor.

                  ii.         2.20 — Viver pela fé em Cristo.

                iii.        Hb.12.1 — Perseverar na carreira proposta.

c)   Caminhar no propósito exige confiança, fidelidade e coragem para obedecer mesmo sem ver tudo claramente.

Conclusão: Somos feituras dele, feitos com propósitos, com um caminho aberto e preparado para caminhar, precisamos apenas obedecer e depender totalmente dele.

  • A Palavra de Deus é o maior manual de identidade, propósito e encorajamento.
  • Em Cristo, somos libertos da comparação, fortalecidos contra a pressão e guiados com segurança.
  • Viver o propósito de Deus é caminhar diariamente em obediência, sabendo que Ele já preparou cada passo.