domingo, 23 de agosto de 2026

QUANDO A IGREJA NÃO TEM MATURIDADE 1CO.31-9

Introdução: O Objetivo de Paulo ao escrever para a igreja em Corinto era fazer ela compreender que maturidade espiritual não é medida por conhecimento, posição ou preferência por líderes, mas por uma vida transformada pelo Espírito Santo, marcada por unidade, humildade e centralidade em Cristo.

A igreja de Corinto possuía muitos dons, conhecimento e manifestações espirituais. Paulo reconhece isso em 1 Co.1.5-7:

Entretanto, havia um problema sério: uma igreja rica em dons, mas pobre em maturidade.

Corinto era uma cidade importante do mundo greco-romano localizada em uma posição estratégica para o comércio. Era conhecida por sua riqueza, diversidade cultural, influência filosófica e forte competição social. Nesse ambiente, havia grande valorização da retórica, da eloquência e da identificação com determinados mestres.

Isso entrou dentro da igreja.

Uns diziam: “Eu sou de Paulo”; outros: “Eu sou de Apolo” (1Co 3.4).

Paulo mostra que o problema não era simplesmente gostar de Paulo ou de Apolo. O problema era transformar servos de Deus em motivo de divisão. A grande pergunta do texto é:

Como uma igreja que recebeu tanto de Deus pode continuar vivendo como criança?

1. A IMATURIDADE ESPIRITUAL É REVELADA PELO COMPORTAMENTO 1 Co.3.1-3

“E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.”

Paulo não está dizendo que os coríntios não eram convertidos. Ele os chama de “irmãos” e de “meninos em Cristo”.

O problema era a falta de crescimento.

1.1. Eles estavam em Cristo, mas ainda eram crianças

Paulo afirma:

“como a meninos em Cristo” (v.1).

Existe uma diferença entre ser criança espiritualmente e permanecer criança espiritualmente.

Todo novo convertido começa sua caminhada como bebê espiritual.

Pedro diz: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo.”1 Pe.2.2. O problema não é começar pequeno.

O problema é não crescer. Hb.5.12 repreende aqueles que, pelo tempo de caminhada, já deveriam ser mestres, mas ainda precisavam aprender os fundamentos.

a)   É possível frequentar a igreja durante muitos anos e continuar espiritualmente imaturo.

b)  É possível conhecer muitos versículos e ainda não saber controlar a língua.

c)   É possível conhecer doutrina e continuar alimentando ressentimentos.

d)  É possível cantar sobre amor e permanecer dividido.

e)   É possível falar sobre Espírito Santo e viver dominado pela carne.

f)    Maturidade espiritual não é simplesmente saber mais; é viver melhor aquilo que sabemos.

2. A IMATURIDADE ESPIRITUAL PRODUZ CIÚMES E CONTENDAS 1 CO.3.3

Paulo apresenta três sinais:

  • inveja
  • contenda
  • divisão

Esses problemas revelavam que a igreja estava sendo governada pelos padrões humanos.

Na sociedade greco-romana havia forte competição por honra, prestígio, influência e reconhecimento.

Os coríntios estavam trazendo essa mentalidade para dentro da igreja.

Eles estavam tratando Paulo e Apolo como se fossem líderes de escolas filosóficas concorrentes.

“Eu sou de Paulo.”

“Eu sou de Apolo.”

A igreja começou a funcionar segundo a lógica da sociedade ao redor.

Isso continua acontecendo hoje. As vezes:

“Eu sou do pastor fulano.”

“Eu aprendi com o pregador fulano.”

“Minha igreja é melhor.”

“Meu ministério é maior.”

“Meu grupo é mais espiritual.”

Quando Cristo deixa de ser o centro, preferências pessoais tornam-se motivos de divisão.

Paulo já havia declarado: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” 1 Co.3.11, não importa se o pregador é meu favorito. O que importa é:

“Cristo está sendo glorificado?”

Não devemos transformar ministros em celebridades espirituais.

Jesus é o Senhor.

João Batista compreendeu isso Jo.3.30

3. A MATURIDADE RECONHECE QUE OS LÍDERES SÃO SERVOS

1 CO.3.4-5

“Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes...?”

A palavra usada por Paulo aponta para serviço.

Paulo e Apolo não eram donos da igreja.

Eram servos da igreja de Cristo.

Isso é fundamental.

3.1. O líder não substitui Cristo

Paulo não diz: “Paulo salvou vocês.” Ele diz: “pelos quais crestes”.

O instrumento não deve receber a glória que pertence ao Senhor.

Paulo era instrumento. O instrumento por si só não é usado

Apolo era instrumento.

Cristo é o Senhor da obra.

2 Co.4.5 “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor.”

Todo pastor, pregador, professor, dirigente ou obreiro precisa compreender:

A igreja não é minha. A igreja pertence a Cristo.

Jesus disse: “Edificarei a minha igreja.” Mt.16.18

Portanto, o ministro não deve trabalhar para construir seu próprio nome. Deve trabalhar para construir o Reino de Deus.

4. DEUS USA DIFERENTES SERVOS NA MESMA OBRA 1 CO.3.6

“Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.”

Aqui Paulo utiliza uma metáfora agrícola, muito compreensível para seus ouvintes.

No mundo antigo, a agricultura fazia parte da vida cotidiana. Plantar e regar eram tarefas diferentes, mas ambas eram necessárias.

Paulo está dizendo: Eu fiz uma parte. Apolo fez outra. Mas quem produziu a vida foi Deus.

4.1. Cada trabalhador possui uma função

Paulo plantou.

Apolo regou.

Deus deu o crescimento.

Isso elimina o orgulho ministerial.

Imagine um agricultor dizendo:

“Eu sou mais importante porque plantei.”

Outro dizendo:

“Eu sou mais importante porque reguei.”

Ambos esquecem que nenhum deles pode produzir a vida da planta.

Na igreja:

  • alguém evangeliza; outro discipula; outro ensina; outra visita; outro aconselha; outro ora; outro contribui; outro lidera; outro cuida dos necessitados.

Mas quem transforma vidas é Deus.

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Sl.127.1

Portanto: Faça a sua parte, mas dê a Deus a glória pelo resultado.

5. A MATURIDADE ESPIRITUAL RECONHECE QUE SOMOS COOPERADORES 1 CO.3.7-9

“Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.”

Não significa que o trabalhador não tenha valor.

Significa que o trabalhador não é a fonte do crescimento.

Paulo continua: “Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.” (v.8)

Aqui existe um equilíbrio: Somos dependentes de Deus.

Mas também somos responsáveis pelo trabalho.

Não podemos dizer: “Deus fará tudo, então não preciso trabalhar.”

Nem podemos dizer: “Tudo depende de mim.”

Trabalhamos fielmente e dependemos totalmente de Deus.

“Operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar.” Fp.2.12,13

6. A IGREJA É LAVOURA DE DEUS E EDIFÍCIO DE DEUS 1 CO.3.9

“Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.” Paulo apresenta duas imagens.

6.1. Lavoura de Deus

A igreja é uma plantação. Uma lavoura precisa:

  • ser cultivada;
  • receber cuidado;
  • ser protegida;
  • receber alimento;
  • produzir frutos.

Jesus ensinou sobre fruto em João 15.5:

“Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto.”

“Não é importante ser frequentador de igreja”, mas Estou produzindo fruto?” Gl5.22-23 apresenta o fruto do Espírito: “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança.”

6.2. Edifício de Deus

A igreja também é apresentada como construção.

Isso significa que existe um processo de edificação.1Pe.2.5

Deus está construindo uma comunidade espiritual.

Por isso, ninguém deveria estar preocupado apenas com sua própria posição.

6.3 Precisamos abandonar a competição espiritual

A igreja não é uma arena onde precisamos provar quem é maior.

Jesus ensinou: “Qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo.” Mt. 20.27

6.4. Precisamos crescer espiritualmente Ef. 4.13:

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.”

A meta da vida cristã não é simplesmente permanecer convertido.

É crescer até parecermos com Cristo.

6.5. Precisamos controlar aquilo que causa divisão

Pv.6.19 fala daquele que, “semeia contendas entre irmãos.”

Uma pessoa madura não espalha aquilo que destrói a comunhão.

Antes de falar, devemos perguntar: Isso edifica? Ef.4.29

6.6. Precisamos valorizar todos os trabalhadores

1 Coríntios 12.12 mostra que o corpo possui muitos membros.

Nem todos possuem a mesma função. Mas todos são importantes.

Não despreze quem trabalha silenciosamente.

A pessoa que ora no quarto pode estar sustentando espiritualmente uma obra que todos estão vendo.

Conclusão: 1 Coríntios 3.1-9 nos apresenta uma igreja que tinha conhecimento, dons e ministérios, mas precisava crescer em maturidade.

A imaturidade produz inveja.

A imaturidade produz contendas.

A imaturidade produz divisão.

Mas a maturidade espiritual produz: humildade, unidade, serviço, cooperação e fruto.

  

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

AMARRE O SEU BOI SELVAGEM EX.21.28,29

 Introdução: Êxodo 21 está inserido no conjunto de leis dadas por Deus a Israel depois da saída do Egito. O capítulo trata de diversas situações relacionadas à responsabilidade civil, danos, violência, propriedade e convivência social. O caso do boi é bastante interessante.

Na sociedade israelita, o boi era um animal extremamente útil. Era utilizado para:

  • arar a terra;
  • transportar cargas;
  • debulhar cereais;
  • auxiliar no trabalho agrícola.

Mas um animal forte também poderia representar perigo.

O problema não era simplesmente o boi ter chifres.

O problema era quando o proprietário sabia que o animal era perigoso e não tomava providências.

    I.        Versículo 28: o boi escorneou alguém, mas o proprietário não sabia que ele era perigoso.

  II.        Versículo 29: o proprietário sabia que o boi tinha o hábito de atacar, mas não o guardou.

Aqui está o princípio:  sobre responsabilidade, domínio próprio, vigilância e prevenção espiritual. O boi representa, no contexto original, um animal de força que precisava ser controlado; espiritualmente, podemos usar essa figura para falar daquilo que existe em nossa vida e que, se não for disciplinado, pode ferir outras pessoas.Parte superior do formulárioParte inferior do formulário

Deus não nos responsabiliza apenas pelo que fazemos, mas também pela negligência diante daquilo que sabemos que pode causar destruição. É daí que podemos tirar algumas lições espirituais: Existem coisas dentro de nós que precisam ser dominadas antes que machuquem alguém. “AMARRE O SEU BOI SELVAGEM!”

1. O BOI REPRESENTA AQUILO QUE TEM FORÇA, MAS PRECISA DE CONTROLE

O boi era forte. Sua força poderia ser utilizada para o bem, mas, se não fosse controlada, poderia produzir destruição. Isso nos ensina algo sobre a natureza humana.

Há coisas em nossa personalidade que podem ser boas quando estão sob controle, mas perigosas quando estão sem domínio.

Por exemplo:

a)   a força pode se transformar em agressividade;

b)  a autoridade pode se transformar em autoritarismo;

c)   a sinceridade pode se transformar em grosseria;

d)  a liderança pode se transformar em dominação;

e)   a indignação pode se transformar em ira;

f)    a confiança pode se transformar em arrogância;

g)   a liberdade pode se transformar em libertinagem.

Por isso Paulo escreveu:

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” 2 Tm.1.7

a)   A palavra moderação traz a ideia de domínio próprio, equilíbrio e autocontrole.

b)  Nem tudo aquilo que é forte dentro de nós deve ser eliminado.

c)   Algumas coisas precisam ser disciplinadas e colocadas sob o governo do Espírito Santo.

·       O problema não é ter força.

·       O problema é ter força sem freio.

2. O BOI SELVAGEM PRECISA SER AMARRADO ANTES QUE ATAQUE

O proprietário de Êxodo 21.29 já conhecia o comportamento do animal.

“se o boi dantes era acostumado a escornear...” Ou seja, não foi uma surpresa.

O dono sabia.

a)   Ele já tinha recebido sinais.

b)  Ele conhecia o comportamento.

c)   Mas não tomou providência.

Aqui está uma grande lição espiritual:

Não espere o desastre para começar a corrigir aquilo que você já sabe que está errado.

Existem comportamentos que começam pequenos.

·       Primeiro é uma irritação.

·       Depois uma explosão.

·       Primeiro é uma palavra áspera.

·       Depois uma discussão.

·       Primeiro é uma pequena concessão.

·       Depois um hábito.

·       Primeiro é uma mágoa.

·       Depois nasce a amargura. Hb.12.15 alerta: a amargura pode atingir a muitos. Por isso: Amarre antes que ataque.

3. O BOI SELVAGEM PODE FERIR QUEM ESTÁ PERTO

O texto não diz que o boi atacou um inimigo. Ele atacou “homem ou mulher”.

Isso nos lembra que aquilo que não controlamos em nossa vida pode atingir pessoas que estão próximas.

Às vezes, a pessoa mais prejudicada pela nossa falta de domínio próprio é justamente quem mais amamos.

Pode acontecer dentro:

·       da família; um homem pode ser excelente pregador, mas ter um “boi selvagem” dentro de casa.

·       do casamento; uma mulher pode ser excelente serva na igreja, mas carregar uma área sem domínio.

·       da igreja; um líder pode ter autoridade espiritual, mas não controlar a língua.

  • do ministério; um cristão pode conhecer a Bíblia e ainda não controlar a ira. Tg.3.2

4. O PROBLEMA DO DONO FOI SABER E NÃO AGIR

    Esta talvez seja a parte mais séria do texto.

a)   O proprietário sabia. Êx.21.29 diz: “e o seu dono foi conhecedor disso, e não o guardou...”

b)  Não foi simplesmente falta de conhecimento.

c)   Foi negligência. O dono conhecia o perigo e não tomou providência. Isso nos ensina sobre responsabilidade. Conhecimento produz responsabilidade.

Jesus ensinou: “Aquele servo, porém, que conheceu a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.” Lc.12.47

Quanto mais conhecimento recebemos, maior é nossa responsabilidade diante de Deus.

Por isso não precisamos apenas de conhecimento bíblico.

Precisamos de: conhecimento, obediência e prática. Tg1.22: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes.”

7. QUAIS SÃO OS “BOIS SELVAGENS” QUE PRECISAMOS AMARRAR?

6.1. A IRA Ef. 4.26: “Irai-vos, e não pequeis.”

A Bíblia não ignora a existência da ira, mas ensina a não permitir que ela governe nossa vida. Pv. 14.29: Minha ira está debaixo do governo do Espírito Santo?

6.2. A LÍNGUA Pv.18.21: “A morte e a vida estão no poder da língua.”

       Tiago dedica grande parte do capítulo 3 para falar da língua.

a)   Há pessoas que carregam feridas causadas por palavras ditas há muitos anos.

b)  Uma palavra pode destruir uma autoestima.

c)   Uma palavra pode destruir um relacionamento.

d)  Uma palavra pode dividir uma igreja.

e)   Uma palavra pode levantar alguém.

f)    Portanto: Amarre sua língua antes que ela escorneie alguém.

g)   Ele compara a língua ao freio colocado na boca do cavalo: Tg3.3

h)  O princípio é extraordinário:

i)    Uma coisa pequena pode controlar algo muito grande.

j)    O freio controla o cavalo.

k)  leme controla o navio.

l)    E o domínio próprio controla nossas reações. Pv.15.1: “A resposta branda desvia o furor.”

m) Pv.16.32: “Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso.”

n)  Precisamos perguntar: Como está o meu boi?

o)   Minha língua está amarrada?

p)  Minha ira está amarrada?

q)   Meu temperamento está amarrado?

r)    Minha impulsividade está amarrada?

s)   Minha necessidade de responder tudo está amarrada?

t)    Minha vontade de ferir com palavras está amarrada?

6.3. O ORGULHO Pv16.18: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”

a)   O orgulho é perigoso porque frequentemente não reconhece que é orgulho. A pessoa pensa:

b)  “Eu sou assim mesmo.” “Eu falo na cara.” “Eu não levo desaforo.” “Quem quiser que me aceite.”

c)   Mas o Evangelho nos chama para transformação. Rm12.2:

 6.4. A MÁGOA Ef.4.31-32: “Toda amargura, e ira, e cólera... sejam tiradas de entre vós...”

a)   A mágoa guardada pode se transformar em amargura.

b)  E a amargura pode atingir pessoas que nem participaram do problema original. Hb.12.15

c)   Há pessoas que precisam parar de alimentar o boi da mágoa.

d)  Perdoar não significa dizer que o que aconteceu foi correto.

e)   Perdoar significa entregar a Deus o direito de fazer justiça.

f)    Rm.12.19: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira.” Deixe Deus ser o juiz, Dt.32.35

7. COMO AMARRAR O BOI?  Aqui está a aplicação prática.

    7.1. RECONHEÇA O SEU BOI Não adianta fingir que não existe. Davi orou: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração.” Sl.139.23

Precisamos pedir: “Senhor, mostra-me aquilo que eu não estou conseguindo enxergar em mim.”

 7.2. NÃO JUSTIFIQUE O QUE DEUS ESTÁ MANDANDO CORRIGIR

 Não diga: “Eu sou assim.” Diga: “Deus pode me transformar.”

a)   Pedro era impulsivo.

b)  Moisés teve problemas relacionados à ira.

c)   Elias enfrentou momentos de profunda fragilidade.

d)  Mas Deus trabalhou na vida deles. Fp.1.6 “Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará.”

   7.3. COLOQUE LIMITES

a)   O dono do boi precisava tomar uma atitude concreta.

b)  Da mesma maneira, algumas mudanças espirituais exigem atitudes práticas.

c)   Se determinada situação sempre leva você à queda, estabeleça limites.

d)  Se determinada conversa sempre produz conflitos, saiba a hora de parar.

e)   Se determinada companhia enfraquece sua fé, reavalie sua proximidade.

f)    Se determinada atitude desperta sua ira, não alimente a situação.

g)   Pv. 4.23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração.”

8.O ESPÍRITO SANTO PRODUZ DOMÍNIO PRÓPRIO

·       Não estamos falando simplesmente de força de vontade.

·       “Permita que o Espírito Santo governe você.” Gl.5.22-23 apresenta o fruto do Espírito:

·       A temperança é domínio próprio. É aprender a colocar nossa vontade debaixo da vontade de Deus.

·       Paulo diz em Gl.5.24: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” O Espírito Santo não quer apenas morar em nós. Ele quer governar nossa vida.

9. JESUS É O MAIOR EXEMPLO DE DOMÍNIO PRÓPRIO

·       Jesus tinha poder. Mas nunca utilizou seu poder de maneira descontrolada.

·       Quando foi insultado, não revidou.

·       Quando foi acusado injustamente, não perdeu o controle.

·       Quando foi preso, poderia ter convocado legiões de anjos. Mt26.53

·       Jesus tinha poder para reagir. Mas escolheu obedecer ao Pai.

·       Isso é domínio próprio.

·       Domínio próprio não é ausência de força. É força colocada sob controle.

10. APLICAÇÃO PARA A IGREJA

a)   A igreja precisa aprender a “amarrar seus bois”.

b)  Não podemos pedir avivamento e continuar alimentando a ira.

c)   Não podemos pedir unidade e continuar espalhando fofoca.

d)  Não podemos pedir crescimento espiritual e continuar alimentando orgulho.

e)   Não podemos falar de amor enquanto guardamos ressentimentos.

f)    Não podemos cantar: “Eu quero ser como Cristo” e continuar permitindo que o velho homem governe nossas atitudes.

g)   Cl.3.8 “Mas agora despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.”

 Algumas perguntas para a igreja

1. Qual é o meu boi selvagem? Qual área da minha vida está fora de controle?

2. Eu já percebi que ele é perigoso? Ou estou fingindo que não existe?

3. Quem pode ser ferido se eu não mudar? Minha família? Meu cônjuge? Meus filhos? Meus irmãos? Meu ministério?

4. Estou esperando o acidente para tomar providência? Ou estou agindo antes que o problema cresça?

5. Estou permitindo que o Espírito Santo governe minhas reações?

Conclusão: Êxodo 21.29 apresenta uma verdade muito séria:

O dono sabia que o boi era perigoso, mas não o guardou.

O problema não foi apenas o boi.

O problema também foi a negligência do dono.

Há coisas em nossa vida que Deus já nos mostrou.

Há atitudes que precisamos abandonar.

Há palavras que precisamos controlar.

Há relacionamentos que precisam ser tratados.

Há feridas que precisam ser curadas.

Há temperamentos que precisam ser submetidos ao Espírito Santo.

Há hábitos que precisam ser colocados debaixo da autoridade de Cristo.

Não espere o boi atacar alguém. Amarre-o antes.

Não espere perder a família para controlar a ira.

Não espere perder amizades para controlar a língua.

Não espere destruir seu ministério para tratar seu caráter.

Não espere ferir alguém para perceber que precisava de domínio próprio.

AMARRE O SEU BOI SELVAGEM!

E quando você não conseguir sozinho, lembre-se:

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” Fp.2.13

A mensagem não é apenas: “Controle-se.” É: “Entregue o controle da sua vida ao Espírito Santo.”

“Não espere o seu boi ferir alguém para descobrir que ele precisava ser amarrado. Aquilo que Deus já mostrou que precisa ser controlado, coloque hoje debaixo do governo de Cristo.”

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