domingo, 22 de fevereiro de 2026

CONFIE NO SENHOR PV.3.5,6

 Introdução: O livro de Provérbios é um manual de sabedoria prática para a vida diária. No capítulo 3, encontramos uma exortação paternal: um pai instruindo um filho sobre como viver de forma segura e bem-sucedida diante de Deus.

O texto não apresenta uma sugestão, mas uma ordem espiritual: “Confie no Senhor.”

Vivemos dias marcados por incertezas, crises financeiras, instabilidade emocional e desafios familiares. Neste contexto, a Palavra nos aponta um único caminho seguro: confiança total em Deus.

1.  CONFIANÇA TOTAL – “DE TODO O CORAÇÃO”

a)   A confiança exigida é integral, completa, sem reservas.

b)  Não é confiança parcial.

c)   Não é confiança apenas quando tudo vai bem.

d)  ão é confiança condicionada às circunstâncias.

e)   Confiar “de todo o coração” significa entregar:

                                  i.        Planos

                                 ii.        Projetos

                               iii.        Medos

                               iv.        Decisões

                                 v.        Futuro

      1.1 Confiança bíblica é dependência absoluta.  Sl 37:5 – “Entrega o teu    caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.”

Quando confiamos parcialmente, ainda mantemos o controle. Quando confiamos totalmente, entregamos o controle.

Ilustração: Uma criança pequena atravessando a rua não analisa o trânsito — ela apenas segura firme a mão do pai. A segurança dela não está na capacidade de entender a rua, mas na confiança naquele que a conduz. Assim deve ser nossa fé

2.  RENÚNCIA DA AUTOSSUFICIÊNCIA – “NÃO SE APOIE NO SEU PRÓPRIO ENTENDIMENTO”

Aqui está o maior obstáculo da confiança: nosso próprio entendimento.

O texto usa a palavra “apoiar”. É a ideia de sustentar-se em algo como base. Quantas vezes tomamos decisões apenas com base em:

a)   Emoção

b)  Experiência passada

c)   Pressão social

d)  Lógica humana

2.1 A razão humana é limitada. Deus é onisciente. Is.55.8-9 – “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos...” Confiar no Senhor implica reconhecer:

a)   Eu não sei tudo.

b)  Eu não controlo tudo.

c)   Eu não vejo o todo.

d)  Quando nos apoiamos apenas em nossa lógica, corremos o risco de escolher caminhos aparentemente certos, mas espiritualmente errados.

e)    Pv.14.12 – “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.”

f)    Confiar é trocar a autoconfiança pela dependência divina.

3.  RECONHECIMENTO CONTÍNUO – “RECONHEÇA-O EM TODOS OS SEUS CAMINHOS”

Reconhecer não é apenas lembrar de Deus em momentos de crise. É incluí-lo em todas as áreas da vida:

a)   Vida familiar

b)  Ministério

c)   Finanças

d)  Decisões profissionais

e)   Projetos pessoais

f)    Reconhecer significa consultar, honrar, priorizar.

g)   Não é apenas dizer: “Senhor, abençoe meus planos”, mas perguntar “Senhor, estes planos estão de acordo com a Tua vontade?”

h)   Sl.32.8 – “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir.”

i)    Quando reconhecemos Deus em tudo, não tomamos decisões isoladas da vontade dEle.

4.  A PROMESSA DA DIREÇÃO – “ELE ENDIREITARÁ AS SUAS VEREDAS”

Aqui está o resultado da confiança: direção divina.

“Endireitar” significa remover obstáculos, alinhar caminhos, ajustar rotas.

Deus não promete ausência de desafios, mas promete condução segura.

Muitas vezes o caminho pode parecer:

a)   Demorado

b)  Incompreensível

c)   Contrário às expectativas

d)  Mas se é Deus quem conduz, o destino é seguro.

e)   Sl.125.1 – “Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala.”

4.1             A confiança produz estabilidade. Perguntas para reflexão:

a)   Tenho confiado em Deus ou apenas pedido que Ele confirme minhas decisões?

b)  Tenho me apoiado mais na minha experiência do que na direção da Palavra?

c)   Tenho reconhecido Deus em todas as áreas ou apenas na igreja?

d)  Confiar no Senhor exige entrega diária.

ConclusãoProvérbios 3.5-6 nos ensina três atitudes fundamentais:

1.  Confiança total

2.  Renúncia da autossuficiência

3.  Reconhecimento constante

E uma promessa gloriosa: Ele endireitará as veredas.

Talvez hoje existam caminhos tortuosos diante de você. Decisões difíceis. Incertezas. A Palavra não diz: “Entenda tudo.” Ela diz: “Confie.”

Porque quando Deus guia, o caminho pode até ser estreito, mas sempre será seguro.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

UMA SERVA EXEMPLAR IIRS.5.1-15

Introdução: O capítulo 5 do segundo livro dos Reis de Israel apresenta a cura de Naamã, comandante do exército da Síria. Porém, antes do grande milagre acontecer, Deus usa uma personagem anônima: uma jovem israelita escrava.

Ela não tem nome, não ocupa posição de destaque, não realiza milagres — mas sua fé, compaixão e testemunho mudaram a história de uma família e influenciaram uma nação.

Este sermão destaca seis características dessa serva exemplar.

1. A JOVEM ISRAELITA ERA UMA ESCRAVA II RS 5.2

“Saíram tropas da Síria e da terra de Israel levaram presa uma menina...” II Rs.5.2

Ela foi vítima de guerra. Perdeu família, pátria e liberdade. Tornou-se serva da esposa de Naamã.

a)   A posição social não limita o agir de Deus ICo.1.27–29.

b)  Deus trabalha mesmo em circunstâncias adversas Rm.8.28.

c)   O sofrimento não anulou sua fé.

d)  Não é o lugar que define sua utilidade no Reino, mas sua fidelidade a Deus.

·       Exemplo: Samuel na casa de Eli

·       Onde você está você influência; ou é influenciado?

2. TESTEMUNHAVA FIELMENTE DE DEUS EM TERRA DISTANTE IIRS. 5.3

a)   “Tomara, o meu senhor, estivesse diante do profeta que está em Samaria…”

b)  Ela estava longe de Israel, em território sírio, entre pagãos. Mesmo assim, manteve sua identidade espiritual.

            i.        Somos testemunhas onde estivermos At .1.8.

          ii.        Daniel também testemunhou em terra estrangeira Dn .1.8.

        iii.        A fé verdadeira não depende do ambiente.

         iv.        O crente autêntico não muda sua fé conforme o território.

3. ERA CHEIA DE COMPAIXÃO E MISERICÓRDIA IIRS.5.3

a)   Naamã era inimigo de Israel. Foi responsável por guerras contra seu povo. Mesmo assim, ela deseja sua cura.

b)  Isso revela maturidade espiritual.

            i.        Amar os inimigos Mt .5.44.

          ii.        Misericórdia triunfa sobre o juízo Tg .2.13.

        iii.        José também perdoou seus irmãos Gn.50.20.

         iv.        Quem conhece a graça de Deus aprende a liberar graça.

4. ANUNCIAVA AS GRANDES OBRAS DE DEUS IIRS. 5.3

a)   Ela não indicou médicos, nem estratégias militares. Indicou o profeta em Israel, instrumento de Deus.

b)  O profeta era Eliseu, sucessor de Elias.

                   i.        Deus usa seus servos como canais de milagres II Rs.4.32–35.

                  ii.        A fé vem pelo ouvir Rm .10.17.

                iii.        Nosso papel não é operar milagres, mas apontar para quem pode operá-los.

5. ACEITARAM E CRERAM EM SEU CONSELHO IIRS.5.5

a)   Naamã ouviu. O rei da Síria ouviu. Uma palavra simples, dita por uma escrava, mobilizou autoridades.

                   i.        Deus usa instrumentos improváveis (Jz 7.2).

                  ii.        Palavra fiel produz movimento.

                iii.        Testemunho coerente gera credibilidade

                iv.        Quando vivemos o que pregamos, nossa voz ganha peso espiritual.

6. TORNOU-SE INSTRUMENTO PARA A SALVAÇÃO DO SEU SENHOR IIRs. 5.14–15

a)   “Então desceu e mergulhou no Jordão… e ficou purificado.”

b)  Naamã mergulhou sete vezes no Jordão e foi curado.

c)   Depois declarou: “Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus, senão em Israel.” IIRs.5.15

d)  Não foi apenas cura física. Houve reconhecimento do Deus verdadeiro.

                   i.        Obediência precede milagre.

                  ii.        Humildade precede restauração.

                iii.        Uma serva anônima foi peça-chave no plano divino.

                iv.        Talvez você nunca suba a um púlpito, mas pode ser instrumento para salvar uma vida.

Ilustração: Conta-se que um missionário perguntou a um grande evangelista:

“Quem foi responsável por sua conversão?”

Ele respondeu:

“Uma professora simples da escola dominical que insistia em falar de Jesus.” Muitas vezes, quem planta a semente nunca vê a árvore crescer.

A jovem escrava não aparece mais no texto bíblico. Seu nome não foi registrado. Mas seu testemunho ecoa até hoje.

Conclusão: A serva exemplar nos ensina:

1.  Fidelidade em meio à adversidade.

2.  Testemunho constante.

3.  Misericórdia para com os inimigos.

4.  Centralidade em Deus.

5.  Influência espiritual silenciosa.

6.  Disposição para ser instrumento.

Deus não procura posições elevadas — procura corações disponíveis.

Perguntas para reflexão:

a)   Minha fé resiste às adversidades?

b)  Testemunho de Deus onde estou?

c)   Tenho compaixão pelos que me feriram?

d)  Estou apontando pessoas para Cristo?

Que o Senhor levante, em nossos dias, servas e servos exemplares — ainda que anônimos, mas profundamente usados por Deus.

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