Introdução:
A
língua é um pequeno membro do corpo, mas possui enorme poder. Ela pode curar ou
destruir, unir ou separar, glorificar a Deus ou servir ao pecado. O homem
revela seu coração por meio de suas palavras.
A Epístola
de Tiago ensina que a língua é como fogo: pequena, porém capaz de incendiar uma
floresta inteira. Em nossos dias, vemos famílias destruídas, amizades rompidas
e igrejas feridas por palavras maldosas, mentiras e fofocas.
O
livro de Provérbios foi escrito principalmente por Salomão por volta do século
X a.C., em um contexto de instrução moral e espiritual para o povo de Israel.
Um dos temas centrais do livro é o uso sábio das palavras.
João,
em sua primeira epístola, escreveu para uma igreja ameaçada pela falsidade
espiritual e pela falta de amor verdadeiro. Ele enfatiza que o cristão não vive
apenas de palavras, mas de atitudes concretas.
A
língua má sempre revela um coração distante de Deus.
I
– A LÍNGUA MÁ FALA COISAS PERVERSAS Pv.10.31
“A
boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será cortada.”
Provérbios
foi escrito num período de estabilidade do reino de Israel, quando havia
escolas de sabedoria que ensinavam princípios para a vida diária. A expressão
“língua perversa” descreve alguém que distorce a verdade, fala maliciosamente e
usa palavras para prejudicar outros.
1.
A boca revela o coração
Jesus
declarou:
“A
boca fala do que está cheio o coração.” — Mt.12.34
Quem
vive de palavras perversas demonstra um interior contaminado.
2.
Palavras perversas produzem destruição
- A fofoca
destrói amizades Pv.16.28.
- A palavra
dura provoca ira Pv.15.1.
- A língua
maldosa separa irmãos Pv.6.16-19.
3.
Deus julgará toda palavra
“De
toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo.” Mt.12.36
A
língua do justo produz sabedoria; a língua má produz condenação.
Precisamos
vigiar o que falamos dentro de casa, na igreja e diante das pessoas. Há
palavras que nunca mais podem ser recolhidas.
II
– A LÍNGUA MÁ FALA MENTIRA, QUE TEM PERNAS CURTAS Pv.21.6
“Trabalhar
com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade fugidia daqueles que procuram
a morte.”
Na
cultura comercial do antigo Israel, muitos negociantes enriqueciam por meio de
fraude, engano e falsas promessas. Salomão alerta que riquezas obtidas pela
mentira são passageiras e trazem juízo.
1.
O diabo é o pai da mentira
Jesus
disse:
“Quando
ele profere mentira, fala do que lhe é próprio.” Jo. 8.44
Toda
mentira aproxima o homem do caráter de Satanás.
2.
A mentira destrói a confiança
a)
Mentira
acaba casamentos.
b) Mentira destrói
amizades.
c)
Mentira
destrói ministérios.
d) Ananias e Safira
mentiram ao Espírito Santo e sofreram juízo imediato — At.5.1-10.
3.
A verdade sempre aparece
A
expressão popular “mentira tem pernas curtas” mostra uma verdade bíblica: o
engano não permanece oculto para sempre.
“Nada
há encoberto que não haja de ser revelado.” Lc.8.17
O
crente deve falar a verdade mesmo quando ela lhe custar algo.
“Pelo
que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo.” — Ef.4.25
III
– A LÍNGUA QUE FALA MENTIRA ODEIA A VERDADE Pv.26.28
“A
língua falsa odeia aos que ela fere, e a boca lisonjeira opera a ruína.”
Provérbios
denuncia pessoas manipuladoras que usavam palavras suaves para esconder
intenções perversas. Na corte e nas relações sociais de Israel, a bajulação era
frequentemente usada para obter vantagens.
1.
Quem vive na mentira rejeita a verdade
A
verdade incomoda quem ama o pecado.
“A
luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz.” Jo.3.19
2.
A bajulação também é uma forma de maldade
Nem
toda palavra agradável é sincera.
- Judas
beijou Jesus para traí-lo — Lc.22.47,48.
- Absalão
conquistava o povo com palavras suaves — II Sm.15.1-6.
3.
A mentira fere profundamente
Palavras
falsas deixam marcas emocionais e espirituais.
“Há
alguns cujas palavras são como pontas de espada.” — Pv.12.18 Devemos amar a
verdade, mesmo quando ela nos confronta.
IV
– A LÍNGUA SEM CONTEÚDO 1 Jo.3.18
“Meus
filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.”
João
escreveu esta carta no final do primeiro século para combater falsos mestres
que falavam muito sobre espiritualidade, mas não demonstravam amor verdadeiro.
Três
Verdades Espirituais:
1.
Há pessoas que só possuem discurso
a)
Falam
de amor, mas não ajudam.
b) Falam de fé, mas
não obedecem.
c)
Falam
de santidade, mas vivem no pecado.
2.
Deus procura sinceridade
O
evangelho não é apenas palavras, mas prática.
“A
fé, se não tiver as obras, é morta.” Tg.2.17
3.
O verdadeiro cristão vive o que fala
Jesus
não apenas pregou amor; Ele morreu por nós.
“Cristo
padeceu por nós, deixando-nos o exemplo.” I Pe. 2.21 Nossa língua deve combinar
com nossa vida.
Conclusão:
A
língua má:
- fala
perversidades;
- espalha
mentiras;
- odeia a
verdade;
- vive de
palavras vazias.
Mas
Deus deseja transformar nossa fala.
“Põe,
ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.” Sl.141.3. O
crente cheio do Espírito Santo deve:
- falar com
sabedoria;
- falar a
verdade;
- usar
palavras que edificam;
- viver
aquilo que prega.
Hoje
Deus está chamando pessoas ao arrependimento:
- quem feriu
com palavras;
- quem vive
na mentira;
- quem usa a
língua para destruir;
- quem tem
aparência de espiritualidade, mas não vive a verdade.
Que
nossa boca seja instrumento de bênção e não de maldição.
“A
morte e a vida estão no poder da língua.” Pv.18.21
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