segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

IDENTIDADE DO CRISTÃO EM CRISTO EF. 2.10

Introdução: Cada crente tem um propósito específico preparado por Deus. Essa mensagem pode libertar muitos de comparações e pressões, guiando-as a caminhar com confiança em seu chamado. A Palavra de Deus continua sendo o maior manual de instrução e encorajamento para todos aqueles que desejam seguir a Cristo com fidelidade e coragem.

  • Muitas pessoas vivem presas à comparação, à culpa ou à pressão de corresponder às expectativas alheias.
  • Em Cristo, nossa identidade não é construída pelo que fazemos, mas pelo que Deus fez.
  • Quando entendemos quem somos em Cristo, caminhamos com segurança no propósito que Ele já preparou.

1. NOSSA IDENTIDADE VEM DE DEUS, NÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS

a)   “Somos feitura dele” — a palavra original indica obra-prima, algo feito com intenção.

b)  Não somos fruto do acaso, mas do plano soberano de Deus.

                   i.        Sl.139.13–16 — Deus nos formou com propósito.

                  ii.        IICo.5.17 — Nova criatura em Cristo.

                iii.        Rm.8.1 — Não há condenação para os que estão em Cristo.

c)   Quando entendemos nossa identidade em Cristo, somos libertos da necessidade de aprovação humana.

2. FOMOS CRIADOS EM CRISTO PARA VIVER UM PROPÓSITO

a)   O propósito precede as obras: primeiro somos feitos em Cristo, depois chamados a agir.

b)  As boas obras não são para salvação, mas consequência dela.

                   i.        Jr.29.11 — Pensamentos de paz e futuro.

                  ii.        Pv.16.3 — Consagrar os planos ao Senhor.

                iii.        Mt.5.16 — Nossas obras glorificam a Deus.

c)   Cada crente possui um chamado único; comparar-se com outros gera frustração e rouba a alegria do propósito.

3. DEUS JÁ PREPAROU O CAMINHO — CABE A NÓS CAMINHAR

a)   “Para que andássemos nelas” indica constância, obediência e dependência.

b)  O propósito é revelado ao longo da caminhada, não apenas no destino.

                   i.        Sl.37.5 — Entregar o caminho ao Senhor.

                  ii.         2.20 — Viver pela fé em Cristo.

                iii.        Hb.12.1 — Perseverar na carreira proposta.

c)   Caminhar no propósito exige confiança, fidelidade e coragem para obedecer mesmo sem ver tudo claramente.

Conclusão: Somos feituras dele, feitos com propósitos, com um caminho aberto e preparado para caminhar, precisamos apenas obedecer e depender totalmente dele.

  • A Palavra de Deus é o maior manual de identidade, propósito e encorajamento.
  • Em Cristo, somos libertos da comparação, fortalecidos contra a pressão e guiados com segurança.
  • Viver o propósito de Deus é caminhar diariamente em obediência, sabendo que Ele já preparou cada passo.

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

CONSOLADORES MOLESTOS JÓ 16.2

Introdução: O livro de Jó trata, de forma profunda e realista, do sofrimento do justo. Após perder bens, filhos e saúde, Jó ainda enfrenta um tipo de dor frequentemente negligenciado: a dor causada por palavras mal aplicadas. Seus amigos, que vieram com a intenção de consolar Jó.2.11, tornam-se, ao longo dos discursos, instrumentos de aflição espiritual. Jó os define com precisão: “consoladores molestos” — pessoas que falam muito, mas ajudam pouco; que argumentam bem, mas amam mal.

Este texto é extremamente pedagógico para a igreja, especialmente em cultos de ensino, pois nos orienta sobre como não agir diante do sofrimento alheio e qual deve ser o verdadeiro padrão bíblico de consolação.

1. QUANDO A CONSOLAÇÃO É BASEADA EM SUPOSIÇÕES E NÃO NA VERDADE

Jó 16.2; Jó 4.7–8; Jó 8.3–6

Os amigos de Jó partem de uma teologia simplista: sofrimento é sempre consequência direta de pecado oculto. Elifaz, Bildade e Zofar falam a partir de suposições, não de revelação divina. Em vez de aliviar, suas palavras ferem.

a)   Jó.4.7–8 – “Lembra-te agora: qual é o inocente que jamais pereceu?”

b)  Jó 8.3–6 – Bildade associa a dor de Jó a uma suposta injustiça.

c)   Pv.18.13 – “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.”

d)  Jo.9.1–3 – Jesus corrige a teologia que liga automaticamente sofrimento a pecado.

e)   Consolar sem discernimento bíblico transforma palavras em acusação. Onde falta verdade equilibrada, sobra opressão espiritual.

2. QUANDO HÁ MUITAS PALAVRAS, MAS FALTA MISERICÓRDIA

Jó 16.3; Jó 6.24–25

Os discursos dos amigos são longos, técnicos e frios. Falam muito, mas não curam. Jó reconhece que palavras corretas, quando proferidas sem amor, tornam-se pesadas e inúteis.

a)   Jó 16.3 – “Não terão fim essas palavras de vento?”

b)  Jó 6.24–25 – “Ensinai-me, e eu me calarei… quão fortes são as palavras da boa razão!”

c)   Pv 27.6 – “Leais são as feridas feitas pelo que ama.”

d)  1Co 13.1 – Palavras sem amor não edificam.

e)   A verdadeira consolação não depende da quantidade de palavras, mas da qualidade espiritual delas. Misericórdia deve preceder qualquer exortação.

3. QUANDO O SOFREDOR É JULGADO EM VEZ DE SER ACOLHIDO JÓ.16.4; 13.3; 19.2

Jó declara que, se estivesse no lugar deles, agiria de forma diferente. Seus amigos não se colocam em sua dor; preferem julgá-lo. Julgar o aflito é intensificar seu sofrimento.

a)   Jó 16.4 – “Eu também poderia falar como vós falais…”

b)  Jó 19.2 – “Até quando entristecereis a minha alma?”

c)   Rm 14.4 – “Quem és tu que julgas o servo alheio?”

d)  Tg 2.13 – “O juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia.”

e)   Quem julga o sofrimento alheio assume um papel que pertence exclusivamente a Deus.

4. O VERDADEIRO CONSOLADOR VEM DE DEUS, NÃO DOS HOMENS JÓ 16.19–21

Apesar da decepção com os amigos, Jó eleva seus olhos ao céu. Ele reconhece que sua defesa e seu consolo não vêm da terra, mas de Deus.

a)   Jó 16.19 – “Eis que também agora a minha testemunha está no céu.”

b)  Sl 34.19 – “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.”

c)   Sl 46.1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza.”

d)  IICo.1.3,4 Deus é o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.

e)   Quando a consolação humana falha, a divina jamais falha. Deus consola de forma perfeita, justa e compassiva.

5. A LIÇÃO PARA A IGREJA: CONSOLAR COMO CRISTO CONSOLA JO.11.33–35, RM.12.15

Jesus é o modelo supremo de consolação. Diante da dor, Ele não começa com explicações teológicas, mas com lágrimas. A igreja é chamada a refletir esse mesmo espírito.

a)   Jo.11.35 “Jesus chorou.”

b)  Rm.12.15 “Chorai com os que choram.”

c)   Gl 6.2 “Levai as cargas uns dos outros.”

d)  Cl 3.12 “Revesti-vos de entranhas de misericórdia.” Consolar como Cristo é sofrer junto, amar primeiro e falar depois.

Conclusão: Os amigos de Jó começaram bem, mas terminaram mal. Sentaram-se com ele em silêncio (Jó 2.13), mas erraram quando abriram a boca sem graça, sem misericórdia e sem discernimento. O texto nos ensina que nem todo discurso religioso consola e que palavras sem compaixão podem ser mais dolorosas que o próprio sofrimento.

Que a igreja rejeite o papel de “consoladores molestos” e abrace a vocação de ser instrumento do consolo de Deus.

“Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos…” EF.4.32.

  

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O DESPREZO DO HOMEM E O SOCORRO DE DEUS JÓ 16.20

Introdução: O livro de Jó nos apresenta uma das mais profundas reflexões bíblicas sobre o sofrimento humano. Jó não sofre apenas perdas materiais e físicas; ele experimenta algo ainda mais doloroso: o desprezo humano quando mais precisava de compreensão. “O que mais Jó necessitava dos amigos – misericórdia 19.21 e compaixão eles negavam, preferindo aumentar-lhe a dor com explicações inadequadas de seu sofrimento”. Todavia, em meio ao abandono dos homens, ele descobre o socorro fiel de Deus. Este texto nos ensina verdades essenciais para a vida cristã, especialmente nos tempos de aflição.

1. UMA PROVAÇÃO MUITO COMUM

O desprezo humano é uma das provações mais recorrentes na experiência do povo de Deus.

1.1. Jó foi desprezado pelos amigos

Aqueles que deveriam consolar tornaram-se acusadores e zombadores.

a)   Jó 16.2: “Consoladores molestos sois todos vós.”

                   i.        Quando a consolação é baseada em suposições e não na verdade Jó.16.2; 4.7–8; 8.3–6

                  ii.        Quando há muitas palavras, mas falta misericórdia Jó.16.3; jó.6.24,25

                iii.        Quando o sofredor é julgado em vez de ser acolhido

Jó 16.4; 13.3;19.2

                iv.        O verdadeiro consolador vem de deus, não dos homens Jó.16.19–21

b)  Jó 19.19: “Todos os meus amigos íntimos me abominam.”

c)   Isso revela que nem sempre os que estão mais próximos saberão lidar corretamente com nossa dor.

1.2. O desprezo acompanha os justos

A Escritura demonstra que homens fiéis também passaram por rejeição:

a)   Davi: Sl.31.11 – “Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários.”

b)  Jeremias: Jr.20.7 – “Sirvo de escárnio todo o dia.”

c)   O próprio Cristo: Is.53.3, Jo.1.11.

d)  O desprezo humano não é sinal de abandono divino, mas parte da realidade de um mundo caído.

1.3. O impacto emocional do desprezo

Jó declara que seus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus Jó.16.20.

a)   Sl 42.3 – “As minhas lágrimas têm sido o meu mantimento.”

b)  Deus não ignora a dor emocional do seu povo; Ele a registra e a considera.

2. UM RECURSO E UM EXERCÍCIO NOTÁVEIS

Diante do desprezo dos homens, Jó recorre ao único auxílio que nunca falha: Deus.

2.1. Jó recorre a Deus, não à vingança

Ele não se volta contra os amigos, mas eleva seus olhos ao Senhor.

a)   Sl.121.1-2 – “O meu socorro vem do Senhor.”

b)  Hb.4.16 – “Cheguemo-nos com confiança ao trono da graça.”

c)   O verdadeiro crente aprende que o melhor refúgio em tempos de rejeição é a presença de Deus.

2.2. A oração como exercício de fé

Mesmo sem respostas imediatas, Jó continua falando com Deus.

a)   Jó 16.21 – “Tomara que pudesse disputar o homem com Deus.”

b)  Sl 62.8 – “Derramai perante ele o vosso coração.”

c)   A oração não é apenas um pedido de socorro, mas um exercício espiritual que fortalece a fé no meio da dor.

2.3. Deus é o socorro fiel

Quando os homens falham, Deus permanece:

  • Sl 27.10 – “Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá.”
  • Is 41.10 – “Não temas, porque eu sou contigo.”

O socorro de Deus é constante, pessoal e suficiente.

Ilustração: Conta-se que um viajante atravessava uma região desértica quando foi abandonado por seus companheiros por estar ferido e atrasar a caravana. Sozinho e sem forças, ele clamou por ajuda. Um guia local, desconhecido, ouviu seu clamor, carregou-o nos ombros e o levou em segurança até a cidade. Mais tarde, o viajante disse: “Quando os que me conheciam me deixaram, alguém que eu não conhecia salvou minha vida.”

Assim é Deus: quando os homens nos desprezam, o Senhor se aproxima, nos sustenta e nos conduz em segurança. 

domingo, 11 de janeiro de 2026

SEIS ATITUDES DE FÉ NA VIDA DO CRENTE IICO.5.7

Introdução: A fé não é apenas um conceito teológico, mas um estilo de vida. O apóstolo Paulo afirma que o crente vive, caminha, decide e persevera pela fé. Em um mundo marcado por incertezas, a fé se manifesta por meio de atitudes práticas que revelam nossa confiança em Deus. Nesta mensagem, veremos seis atitudes essenciais da fé na vida do crente.

1.  A PALAVRA DA FÉ RM.10.8

a)   “A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé que pregamos.”

b)  A fé nasce e cresce pela Palavra de Deus Rm.10.17. N

c)   Não é fé baseada em sentimentos, mas na revelação divina.

d)  Quando a Palavra habita em nosso coração e é confessada com nossos lábios, ela produz vida, salvação e transformação rm.10.9.

e)    Atitude do crente: ouvir, crer, guardar e confessar a Palavra.

2. A OPEROSIDADE DA FÉ ITS.1.3

a)   “Lembrando-nos continuamente da obra da vossa fé...”

b)  A fé verdadeira é ativa. Ela produz obras, atitudes e frutos visíveis.

c)    Não somos salvos pelas obras, mas a fé que salva sempre gera obras.

d)  Tg.2.17 — “Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.”]

e)   Atitude do crente: servir, agir e demonstrar a fé através do amor e da obediência.

3. O ANDAR PELA FÉ IICO.5.7

a)   “Porque andamos por fé, e não por vista.

b)  Andar pela fé é confiar em Deus mesmo quando não entendemos o caminho.

c)    É escolher crer nas promessas, mesmo quando as circunstâncias parecem contrárias.

d)  “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam...” Hb.11.1

e)   Atitude do crente: depender de Deus diariamente, não das circunstâncias visíveis.

4. A ORAÇÃO DA FÉ TG5.15

a)   “E a oração da fé salvará o doente...”

b)  A oração da fé não é repetição vazia, mas confiança plena no poder de Deus. Ela produz cura, restauração e perdão.

c)   Mc .11.24 — “Tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.”

d)  Atitude do crente: orar com fé, perseverança e confiança na vontade de Deus.

5. A PORTA DA FÉ AT.14.27

a)   “...como Deus lhes abrira a porta da fé aos gentios.”

b)  Deus é quem abre portas.

c)   A fé nos permite acessar novas oportunidades, ministérios e experiências espirituais. Onde há fé, Deus cria caminhos.

d)  Ap.3.8 — “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.”

e)    Atitude do crente: discernir e atravessar as portas que Deus abre com coragem e obediência.

6. O ESCUDO DA FÉ EF.6.16

a)   “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.”

                     i.        Confiar em Deus mesmo nas adversidades

                   ii.        Bloquear pensamentos negativos

                 iii.        Responder as dificuldades com fé

b)  A fé é defesa espiritual. Ela nos protege contra dúvidas, acusações, medo e mentiras do inimigo.

c)   IJo.5.4 — “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”

d)  Atitude do crente: permanecer firme, protegido pela confiança em Deus.

Conclusão: A fé não é passiva. Ela fala, age, anda, ora, entra por portas abertas e se defende. Essas seis atitudes revelam um cristão maduro, confiante e perseverante.