Introdução: O livro de Jó
nos apresenta uma das mais profundas reflexões bíblicas sobre o sofrimento
humano. Jó não sofre apenas perdas materiais e físicas; ele experimenta algo
ainda mais doloroso: o desprezo humano quando mais precisava de compreensão. “O
que mais Jó necessitava dos amigos – misericórdia 19.21 e compaixão eles
negavam, preferindo aumentar-lhe a dor com explicações inadequadas de seu
sofrimento”. Todavia, em meio ao abandono dos homens, ele descobre o socorro
fiel de Deus. Este texto nos ensina verdades essenciais para a vida cristã,
especialmente nos tempos de aflição.
1.
UMA PROVAÇÃO MUITO COMUM
O
desprezo humano é uma das provações mais recorrentes na experiência do povo de
Deus.
1.1.
Jó foi desprezado pelos amigos
Aqueles
que deveriam consolar tornaram-se acusadores e zombadores.
a)
Jó
16.2: “Consoladores molestos sois todos vós.”
i.
Quando a
consolação é baseada em suposições e não na verdade Jó.16.2; 4.7–8; 8.3–6
ii.
Quando
há muitas palavras, mas falta misericórdia Jó.16.3; jó.6.24,25
iii.
Quando
o sofredor é julgado em vez de ser acolhido
Jó
16.4; 13.3;19.2
iv.
O
verdadeiro consolador vem de deus, não dos homens Jó.16.19–21
b) Jó 19.19: “Todos
os meus amigos íntimos me abominam.”
c)
Isso
revela que nem sempre os que estão mais próximos saberão lidar corretamente com
nossa dor.
1.2.
O desprezo acompanha os justos
A
Escritura demonstra que homens fiéis também passaram por rejeição:
a)
Davi: Sl.31.11 – “Tornei-me opróbrio para
todos os meus adversários.”
b) Jeremias: Jr.20.7 –
“Sirvo de escárnio todo o dia.”
c)
O próprio Cristo: Is.53.3, Jo.1.11.
d) O desprezo
humano não é sinal de abandono divino, mas parte da realidade de um mundo
caído.
1.3.
O impacto emocional do desprezo
Jó
declara que seus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus Jó.16.20.
a)
Sl
42.3 – “As minhas lágrimas têm sido o meu mantimento.”
b) Deus não ignora
a dor emocional do seu povo; Ele a registra e a considera.
2.
UM RECURSO E UM EXERCÍCIO NOTÁVEIS
Diante
do desprezo dos homens, Jó recorre ao único auxílio que nunca falha: Deus.
2.1.
Jó recorre a Deus, não à vingança
Ele
não se volta contra os amigos, mas eleva seus olhos ao Senhor.
a)
Sl.121.1-2
– “O meu socorro vem do Senhor.”
b) Hb.4.16 –
“Cheguemo-nos com confiança ao trono da graça.”
c)
O
verdadeiro crente aprende que o melhor refúgio em tempos de rejeição é a
presença de Deus.
2.2.
A oração como exercício de fé
Mesmo
sem respostas imediatas, Jó continua falando com Deus.
a)
Jó
16.21 – “Tomara que pudesse disputar o homem com Deus.”
b) Sl 62.8 –
“Derramai perante ele o vosso coração.”
c)
A
oração não é apenas um pedido de socorro, mas um exercício espiritual que
fortalece a fé no meio da dor.
2.3.
Deus é o socorro fiel
Quando
os homens falham, Deus permanece:
- Sl 27.10 –
“Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá.”
- Is 41.10 –
“Não temas, porque eu sou contigo.”
O
socorro de Deus é constante, pessoal e suficiente.
Ilustração: Conta-se que
um viajante atravessava uma região desértica quando foi abandonado por seus
companheiros por estar ferido e atrasar a caravana. Sozinho e sem forças, ele
clamou por ajuda. Um guia local, desconhecido, ouviu seu clamor, carregou-o nos
ombros e o levou em segurança até a cidade. Mais tarde, o viajante disse:
“Quando os que me conheciam me deixaram, alguém que eu não conhecia salvou
minha vida.”
Assim
é Deus: quando os homens nos desprezam, o Senhor se aproxima, nos sustenta e
nos conduz em segurança.
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