Introdução: O apóstolo
Paulo, ao escrever aos efésios, apresenta uma das descrições mais profundas da
obra redentora de Cristo. Em Efésios 2.13, ele resume o evangelho em uma
poderosa declaração: “Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis
longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.”
Três
verdades se destacam neste texto:
1. O que éramos e o
que somos;
2. Onde estávamos e
onde estamos;
3. O que o sangue
de Cristo fez com a nossa situação espiritual.
Essas
verdades revelam a grandeza da transformação operada pela graça de Deus.
1.
QUEM ÉRAMOS? O QUE ÉRAMOS?
Antes
de Cristo, nossa condição espiritual era de total miséria e separação.
a)
Éramos
mortos espiritualmente Ef.2.1: “Estando vós mortos em vossos delitos e
pecados.”
b) Vivíamos
dominados pelo pecado e pelo mundo Ef.2.2–3, Rm.3.10–12.
c)
Éramos
estranhos às alianças da promessa Ef.2.12.
d) Estávamos sem
esperança e sem Deus no mundo Ef.2.12b.
e)
Vida
e comunhão. Antes mortos e distantes, agora vivos e próximos de Deus.
Essa
descrição mostra que não se tratava apenas de uma vida imperfeita, mas de uma
morte espiritual completa, incapaz de produzir qualquer mérito diante de Deus Is.64.6.
2.
O QUE SOMOS? ONDE ESTAMOS?
Em
contraste com o passado, Paulo apresenta a nova realidade daqueles que estão em
Cristo.
a)
Agora
somos vivificados com Cristo Ef.2.4–5.
b) Somos feitos
novas criaturas IICo.5.17.
c)
Somos
filhos de Deus Jo1.12, Rm.8.15–17.
d) Estamos
assentados com Cristo nas regiões celestiais Ef.2.6.
e)
Fomos
feitos povo de Deus Ef.2.19, IPe.2.9–10.
Onde
antes havia distância, agora há comunhão; onde havia morte, agora há vida; onde
havia condenação, agora há adoção.
3.
COMO FUNCIONOU ESTA GRANDE MUDANÇA?
A
transformação não ocorreu por esforço humano, obras ou méritos pessoais, mas
exclusivamente pela obra de Cristo.
a)
Pelo
sangue de Cristo – Ef.2.13, Hb.9.12.
b) Pela graça,
mediante a fé – Ef.2.8–9.
c)
Pelo
sacrifício vicário na cruz – Is.53.5, IPe.2.24.
d) Pela
reconciliação com Deus Rm.5.10–11, Cl.1.20–22.
O
sangue de Cristo removeu a culpa, quebrou o muro de separação e restaurou nosso
acesso à presença de Deus Ef.2.14–16.
Ilustração: Imagine um
prisioneiro condenado à prisão perpétua, sem qualquer possibilidade de recurso.
Um dia, alguém inocente assume sua culpa, paga integralmente a pena e ainda lhe
concede um novo nome, uma nova identidade e um novo lar. O ex-prisioneiro não
apenas sai da cela, mas passa a viver como filho na casa daquele que o
libertou.
Assim
é a obra de Cristo: não apenas nos tirou da condenação, mas nos introduziu em
uma nova posição diante de Deus Rm.8.1.
Conclusão: A nossa
gloriosa transformação envolve:
- O que
éramos: mortos em pecados;
- O que somos
agora: vivos em Cristo;
- Onde
estávamos: longe de Deus;
- Onde
estamos hoje: reconciliados, feitos filhos e sacerdotes do Senhor Ap.1.5–6.
Tudo
isso é fruto exclusivo do sangue de Cristo e do seu sacrifício.
Diante dessa obra tão grandiosa, o que se espera de nós é uma vida de gratidão,
santidade e serviço:
“E
os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e
ressuscitou”
IICo.5.15.
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