sábado, 10 de janeiro de 2026

A NOSSA TRANSFORMAÇÃO EM CRISTO EF.2.13

Introdução: O apóstolo Paulo, ao escrever aos efésios, apresenta uma das descrições mais profundas da obra redentora de Cristo. Em Efésios 2.13, ele resume o evangelho em uma poderosa declaração: “Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.”

Três verdades se destacam neste texto:

1.  O que éramos e o que somos;

2.  Onde estávamos e onde estamos;

3.  O que o sangue de Cristo fez com a nossa situação espiritual.

Essas verdades revelam a grandeza da transformação operada pela graça de Deus.

1. QUEM ÉRAMOS? O QUE ÉRAMOS?

Antes de Cristo, nossa condição espiritual era de total miséria e separação.

a)   Éramos mortos espiritualmente Ef.2.1: “Estando vós mortos em vossos delitos e pecados.”

b)  Vivíamos dominados pelo pecado e pelo mundo Ef.2.2–3, Rm.3.10–12.

c)   Éramos estranhos às alianças da promessa Ef.2.12.

d)  Estávamos sem esperança e sem Deus no mundo Ef.2.12b.

e)   Vida e comunhão. Antes mortos e distantes, agora vivos e próximos de Deus.

Essa descrição mostra que não se tratava apenas de uma vida imperfeita, mas de uma morte espiritual completa, incapaz de produzir qualquer mérito diante de Deus Is.64.6.

2. O QUE SOMOS? ONDE ESTAMOS?

Em contraste com o passado, Paulo apresenta a nova realidade daqueles que estão em Cristo.

a)   Agora somos vivificados com Cristo Ef.2.4–5.

b)  Somos feitos novas criaturas IICo.5.17.

c)   Somos filhos de Deus Jo1.12, Rm.8.15–17.

d)  Estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais Ef.2.6.

e)   Fomos feitos povo de Deus Ef.2.19, IPe.2.9–10.

Onde antes havia distância, agora há comunhão; onde havia morte, agora há vida; onde havia condenação, agora há adoção.

3. COMO FUNCIONOU ESTA GRANDE MUDANÇA?

A transformação não ocorreu por esforço humano, obras ou méritos pessoais, mas exclusivamente pela obra de Cristo.

a)   Pelo sangue de Cristo – Ef.2.13, Hb.9.12.

b)  Pela graça, mediante a fé – Ef.2.8–9.

c)   Pelo sacrifício vicário na cruz – Is.53.5, IPe.2.24.

d)  Pela reconciliação com Deus Rm.5.10–11, Cl.1.20–22.

O sangue de Cristo removeu a culpa, quebrou o muro de separação e restaurou nosso acesso à presença de Deus Ef.2.14–16.

Ilustração: Imagine um prisioneiro condenado à prisão perpétua, sem qualquer possibilidade de recurso. Um dia, alguém inocente assume sua culpa, paga integralmente a pena e ainda lhe concede um novo nome, uma nova identidade e um novo lar. O ex-prisioneiro não apenas sai da cela, mas passa a viver como filho na casa daquele que o libertou.

Assim é a obra de Cristo: não apenas nos tirou da condenação, mas nos introduziu em uma nova posição diante de Deus Rm.8.1.

Conclusão: A nossa gloriosa transformação envolve:

  • O que éramos: mortos em pecados;
  • O que somos agora: vivos em Cristo;
  • Onde estávamos: longe de Deus;
  • Onde estamos hoje: reconciliados, feitos filhos e sacerdotes do Senhor Ap.1.5–6.

Tudo isso é fruto exclusivo do sangue de Cristo e do seu sacrifício.
Diante dessa obra tão grandiosa, o que se espera de nós é uma vida de gratidão, santidade e serviço:

“E os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” IICo.5.15.Parte superior do formulário

 

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